sábado, 21 de março de 2015

1956-2015

E como fala e prega em nome de um modernismo feito moda, com palavrões rebuscados de significado fugitivo, o bom burguês - especialmente endinheirado, o parvenu - no seu pavor de parecer estúpido e na sua vergonha de confessar que não gosta e não entende, submete-se, aplaude e compra, detestando no fundo o que diz extasiá-lo. E pior: atribui-lhe um valor comercial.

Henrique Galvão, Manuel Bandeira e o modernismo, 1956

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