sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Prosa n.º 161

Tenho o hábito de atirar as beatas pela varanda, em plena Place Falguière, quando estou apoiado nela e não passa ninguém na rua. Por isso irrita-me ver alguém ali parado quando me preparo para fazer este gesto. Que raio faz esse tipo metido no meu cinzeiro?, pergunto-me.

Julio Ramón Ribeyro, Prosas Apátridas. Tradução de Tiago Szabo.

Amanhã, sábado, 21 de Novembro, pelas 17h00, no Gato Vadio.

1 comentário:

Luis Eme disse...

Além de ter um mau hábito (nunca gostei de ver beatas a voar, mesmo que possam parecer pirilampos de noite) ainda era megalómano. Queria ter um cinzeiro quase do tamanho do mundo.

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