quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

No qual se vejam todos os nervos

A arte não pode ser outra coisa senão a reprodução objectiva de uma realidade psicológica, e esse fim não se alcança procurando mostrar apenas o que se considera revestido de certa dignidade. Um poema deve ser uma espécie de corte praticado na totalidade do ser humano, no qual se vejam todos os nervos, as fibras musculares e os ossos, as artérias e as veias, os pensamentos, as imagens e as sensações, etc., etc. 

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