«O homem de bem é o gângster da virtude», atira uma personagem de Nelson Rodrigues, em O Casamento. «A frase lhe escapara, e sem nenhuma premeditação. Mas gostou do som.» Duas ou três linhas depois, a personagem começa a duvidar da formulação. E acrescenta para si mesma: «Talvez fosse mais exacto dizer: O homem de bem é um gângster.»
de Cristina Fernandes e Rui Manuel Amaral
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