Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta Naruse

De la mujer al hombre va una diagonal

Não se chega ao cinema apenas pelos filmes; às vezes é a realidade que nos empurra ou algum texto perdido por aí. Desde Julho, Pablo García Canga tem publicado belíssimos textos sobre filmes de Naruse no blogue El diablo quizás.  Este é o vigésimo quinto, começa assim: «Es en un claro del bosque. El viento agita las luces y las sombras. Hay un hombre y una mujer. Están frente a frente, a distancia. No hay hostilidad entre ellos. Sí hay, sin embargo, tensión. Algo va a suceder. La cámara está en alto. De la mujer al hombre va una diagonal. El claro, de una manera imprecisa, hace pensar en un círculo. En un espacio delimitado para que, allí, dentro del círculo, suceda algo. Un escenario, quizás. O, también, un círculo de lucha. Un círculo para una lucha solemne, con reglas y tradición. Se piensa en un duelo. No es el plano en sí el que evoca eso. No sólo. Hay algo más. Hay todo lo que ha sucedido antes. Se llega a esta secuencia con la idea del duelo rondando la mente. Duelo a muerte...

As relações entre homens e mulheres nos séc. 20/1

O cinema está cheio de imagens de relações dinâmicas entre homens e mulheres. Três exemplos transnacionais: nos filmes de Naruse, andar com alguém significa, antes de mais, andar ao lado de alguém ao longo das ruas e caminhos; Godard transforma o acto de ir para a cama num jogo de palavras e pensamentos (a riqueza da linguagem!); em Hong Sang-soo, os homens e as mulheres passam a maior parte do tempo à mesa, a comer, a beber e a conversar sobre coisas corriqueiras — tudo é graça.

Andar com Claudio Magris

Um dia havia de chegar ao Claudio Magris. Da última vez que fui à biblioteca, trouxe  um livrinho de textos instantâneos  que é mais ou menos como combinar um café com um desconhecido numa cidade estranha a ver no que dá. Na página 25, percebi que ele é fã de Naruse.
1. ”Andar com alguém" devia ser isso mesmo: andar lado a lado como nos filmes de Naruse. 2 . O dicionário diz que, neste caso, o verbo é transitivo e intransitivo. — Aprecio a contradição. Se continuarmos a ler, verificamos ainda que não se trata de um verbo copulativo. — Humor involuntário, também gosto. 3. Acho que nunca estudei os verbos copulativos. A gramática é uma coisa cada vez mais abstracta, complexa, inatingível. Imagino que o pessoal que trata do assunto trabalha num sítio parecido com a agência ultra-secreta dos Homens de Preto.