Ao ver alguns dos filmes feitos pelos Lumière, fico espantada com a sua extrema beleza. Como é que o cinema perdeu esse olhar limpo (e democrático) sobre as pessoas e as ruas? Essa alegria que se confunde com a própria vida?
O Renoir é provavelmente o grande herdeiro dessa alegria. Lembro-me do momento em que um filho que vai para a guerra se despede de uma mãe em lágrimas; na mesma cena, enquanto ouvimos a Marselhesa, o mesmo soldado, que tenta aprender a marchar, tropeça nos seus próprios pés -- num gag à la Chaplin (outro grande herdeiro dessa tradição da Luz). Um abraço:)
Concordo. Os planos abertos e cheios de múltiplas acções do Renoir são um mistério. Parece que está tudo desorganizado, mas depois percebemos que há uma ordem imanente que é música e alegria ao mesmo tempo.
Ontem voltei a comprovar isso numa sessão de «Le Carroce d'Or».
Comentários
[o nome deles também ajudava ^_^]
rui
Um abraço:)
Os planos abertos e cheios de múltiplas acções do Renoir são um mistério.
Parece que está tudo desorganizado, mas depois percebemos que há uma ordem imanente que é música e alegria ao mesmo tempo.
Ontem voltei a comprovar isso numa sessão de «Le Carroce d'Or».