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Mensagens

A mostrar mensagens de agosto, 2026

Livros Bicho Ruim

O que fazer quando certos livros de que gostamos ou com que sonhamos não estão publicados? Publicamos nós.  Os dois primeiros volumes dos Livros Bicho Ruim estarão já disponíveis durante a Feira do Livro do Porto, entre 21 de Agosto e 6 de Setembro, no Stand ZOO (#107). Mais informações no sítio dos Livros Bicho Ruim: aqui .
Agradava-lhe que os mesmos crisântemos aparecessem nos funerais dos homens e dos bichos. Chris Marker, Sem Sol. Em breve nas melhores livrarias e feiras.

Uma fila em que todos esperam pela oportunidade de enriquecer

Houve recessões e escassez e as pessoas sentem-se vulneráveis no plano económico e precisam de encontrar alguém a quem atribuir a culpa. Em vez de culparem as políticas neoliberais, a redução dos impostos sobre os mais ricos e a acumulação de fortunas gigantescas, culpam os imigrantes ou os pobres. Imaginam uma fila em que todos esperam pela oportunidade de enriquecer e vêem os programas de inclusão como uma forma de deixar passar à frente pessoas sem mérito: imigrantes, afro-americanos ou pessoas queer . Não percebem que não existe uma meritocracia. Quem acumulou milhões beneficia de reduções fiscais e de empresas que pagam pouco aos trabalhadores. É difícil culpar um sistema. Muitos pensam que o capitalismo é maravilhoso e meritocrático e que o sistema económico não pode, por isso, ser o problema. Culpam aqueles que chegaram às suas comunidades com outros modos de vida, outras formas de vestir e de falar. Em vez de encararem a diversidade como um enriquecimento da cultura, sentem-na ...

Campanha com fumo e cinza

Novos outdoors do chefe da extrema-direita. Imagem: o chefe de perfil com a bandeira portuguesa em fundo. Mensagem: «Salvar Portugal.» Salvar de quem ou de quê? Se o país tem de ser salvo de alguém ou de alguma coisa é óbvio de quem ou de quê. A corrupção moral e as falsas guerras destes novos-velhos chefes «providenciais» foram, são e sempre serão a grande ameaça.

Aqueles que evocam a ira

Os miúdos marroquinos que se fizeram ao mar para chegar a Ceuta são uma resposta louca à Odisseia. É isto que o cinema tem de filmar.