“Esta ilha é o paraíso, é o lugar mais bonito que já vi na minha vida”, diz à Reuters Jeronimo Diana, canalizador de origem argentina, de 50 anos, que trabalha em Ibiza, a ilha espanhola conhecida como a “ilha da festa”. “Mas há um lado sombrio”, adverte. “Eu tenho um contrato de trabalho sem termo, ganho 1800 euros por mês, mas não ganho o suficiente para pagar a renda de uma casa.” A conversa entre Jeronimo e a agência Reuters decorre num aldeamento improvisado onde cerca de 200 pessoas, quase todas trabalhadoras do sector do turismo, vivem no interior de barracas, tendas de campismo, carros, caravanas ou autocaravanas. “Can Rovi 2”, o nome pelo qual o “bairro” era conhecido na ilha, foi desmantelado pelas autoridades em Julho, obrigando os residentes a procurar novas soluções de habitação. Há, de acordo com as autoridades, cerca de mil pessoas a viver nestas condições, em Ibiza – uma realidade distante e, ao mesmo tempo, tão próxima dos mais de 4 milhões de turistas que visitam...
de Cristina Fernandes e Rui Manuel Amaral