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Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta Jornais

Dos jornais LII

O objectivo de Rosário Palma Ramalho é claro: esmagar os trabalhadores e acabar com os sindicatos. Só há uma resposta para toda esta sanha.

Dos jornais LI

Aqui no bairro, a primavera começou hoje.

Dos jornais XLVIII - correcção

Em vez de «aqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida», o Primeiro-Ministro devia ter dito: «aqueles que falharam em evitar a morte». Assim, percebia-se melhor por que é que devemos estar sempre do lado dos falhados e contra discursos cínicos.

Dos jornais XLVI

Muitos jornais, por todo o mundo, escolheram a mesma imagem para a capa: Nicolás Maduro de fato de treino cinzento, algemado, olhos e ouvidos vendados, com uma pequena garrafa de água na mão direita. Alguns colocaram-na ao lado de uma fotografia de Trump. Como Godard explica em A Nossa Música , também aqui o campo e o contracampo são as duas faces da mesma moeda. Não há diálogo possível, nem mudança. É a picada da abelha morta.

Dos jornais XLV

Bresson continua a rondar a nossa vida.  

Dos jornais XL (tout va bien)

Se calhar o que nós temos que pensar é marcar dois dias de greve, em vez de ser só um.

Dos jornais XXXIX

Zohran Mamdani : (...) And there are others who see politics today as too cruel for the flame of hope to still burn. New York, we have answered those fears.  Tonight we have spoken in a clear voice. Hope is alive. Hope  is a decision that tens of thousands of New Yorkers made day after day, volunteer shift after volunteer shift, despite attack ad after attack ad. More than a million of us stood in our churches, in gymnasiums, in community centers, as we filled in the ledger of democracy.  And while we cast our ballots alone, we chose hope together. Hope over tyranny. Hope over big money and small ideas. Hope over despair. We won because New Yorkers allowed themselves to hope that the impossible could be made possible. And we won because we insisted that no longer would politics be something that is done to us. Now, it is something that we do. (...) 

Dos jornais XXXVIII

A negligência descrita, a insistência de que nada há de ‘político’ no acidente, como se a culpa fosse do cabo que estilhaçou ou, pior, das vítimas, a falta de exigência na manutenção, que roça a burla, a ausência de diligência mínima na superação de um bizarro vazio de fiscalização, tudo isso é muito mais do que mero amadorismo. É uma grave quebra de um compromisso político e ético elementar de respeito pelas pessoas. Não pode haver coisa mais política.

Dos jornais XXXVII

As senhoras da limpeza têm um verdadeiro sentido escatológico da vida das famílias ou empresas para quem trabalham. Aprendi isso nas viagens de autocarro e em muitas conversas pedagógicas. Agora também posso juntar os partidos:  A senhora que limpava a sede do partido revela que «por vezes a sede parecia uma taberna! Rasca! Enfrascavam-se de uma maneira… Se esta gente governasse o país, eu emigrava…»  Creio que temos aqui uma definição lapidar de choldra.

Da necessidade de ler jornais

Em Les Signes Parmi Nous , Godard diz que se filmarmos um engarrafamento nas ruas de Paris e se o soubermos ver – claramente ver o lume vivo — descobrimos uma vacina para a SIDA. Os jornais são um registo desse engarrafamento. Apesar das pressões políticas e económicas a que os jornalistas estão sujeitos, oferecem-nos a mesma matéria fotográfica em diferido. Se conseguirmos devolver-lhe o movimento ( montage, mon beau souci ), um dia havemos de descobrir as vacinas.

Dos jornais XXXIV

Favaios, 25 de Agosto. Mesmo à borda da estrada, quatro trabalhadores indianos estenderam uma toalha no chão, cada um colocou a sua comida, sentaram-se de pernas cruzadas e almoçaram à sua moda, em conjunto e com as mãos. Ao lado, os trabalhadores portugueses comeram da sua marmita, em separado, uns sentados no muro da vinha, outros no chão. Quem passasse, veria ali naquele descanso de vindima duas culturas bem distintas. Eu vi o mesmo, mas o que me pareceu “diferente” e até triste foi o modo de comer dos portugueses, cada um para seu lado. O modo indiano tinha mais familiaridade: uma toalha estendida no chão com a merenda para ser partilhada era a mesa de antigamente no campo português. (...)