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Almas desiludidas

«A revolução estava morta e a reacção fincava as suas garras de abutre nos campos devastados e nas almas desiludidas. Os espíritos cultos que não encontraram amparo na fé, caíram no pessimismo. É essa imagem sombria do mundo e da vida que se projecta nas obras de Byron, de Heine, de Lermontov, de Pushkin, de Leopardi, de Musset, de Schubert, de Schumann, de Chopin e principalmente na de Schopenhauer.» (Lobo Vilela, Notícia acerca de Schopenhauer , 1939.) Resumindo, em épocas em que grassa o reaccionarismo, como esta que vivemos, carregada de cores sombrias, os «espíritos cultos» têm duas possibilidades: ou se entregam ao pessimismo ou entram para um convento.

Miúdos

Na maior parte dos filmes que tenho visto as personagens principais são miúdos. Como agora vou tão pouco ao cinema não pode ser uma tendência global, terá de ser outra coisa mais interior.  Desconfio que é uma necessidade de contrariar o pessimismo que toma conta de tudo de um jeito quase cínico  — já só confio nos miúdos para uma tarefa tão difícil.

Pessimismo

No entanto, se mais nada nos resta senão o pessimismo, isto não significa uma qualquer resignação fatalista, mas antes, como Walter Benjamin já o sabia, que este é o ponto de onde teremos necessariamente de partir: «il faut organiser le pessimisme». Daqui.