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Acto de primavera

Ao fim de muitas revisões (a maior das práticas dialécticas?), começo a ficar satisfeita com a tradução do ensaio de Cioran sobre o pensamento reaccionário dedicado a Joseph de Maistre. O texto já parece um corpo vivo: familiar e estranho ao mesmo tempo. Calhar a tempo da Páscoa, é uma provocação.

Possibilidade de trovoada

Sexta-feira santa. Segundo a tradição cristã, o dia em que Jesus foi crucificado. O céu está nublado, mas não chove. De vez em quando, o sol irrompe. Uma luz coada pelas nuvens, amarela, pesada, doente. Até ao final do dia, talvez troveje. A meteorologia alinha no tempo cristão com um toque de melodrama.

Há pouco, ouvi na rádio um «elemento das autoridades» dizer que a resignação e o sacrifício são coisas a que «muitos portugueses» já estão habituados durante o período pascal. A «esses portugueses» não faltará a fé para suportarem melhor o confinamento. Senti-me agoniado.