Uma imagem para o Presidente da CIP. Vi nascer todos estes jogos no Japão. Reencontrei-os depois no mundo inteiro, com uma pequena variante: ao princípio é um jogo conhecido, uma espécie de bateria anti-ecológica onde se trata de malhar, mal ponham a cabeça de fora, em criaturas que ainda não determinei se são ratões-d’água ou bebés-foca. Agora, eis a variante japonesa: em vez dos bichos, umas cabeças vagamente humanas identificadas por uma etiqueta. No topo, o Presidente-director-geral. À sua frente, o Vice-presidente e os directores. Na primeira fila, os chefes de secção e o chefe do pessoal. O tipo que filmei, e que desancava na hierarquia com uma energia invejável, confidenciou-me que para ele o jogo não era nada alegórico, que era mesmo nos seus superiores que estava a pensar. É por isso, sem dúvida, que a marioneta do chefe do pessoal foi tantas vezes e tão fortemente martelada que está fora de serviço, e teve de ser substituída de novo por um bebé-foca. Sem Sol, Chris Marke...
de Cristina Fernandes e Rui Manuel Amaral