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Branco e preto

Estava a subir as escadas rolantes do metro do Campo 24 de Agosto, talvez demasiado cansada para pensar, quando percebi que “sim” corresponde ao branco da neve de Walser e “não” corresponde ao negro da Branca de Neve de João César Monteiro. Traduções exactas cada uma delas. A mesma origem, caminhos diametralmente opostos e, no entanto, são — continuam a ser — as duas a mesma coisa. 

Também no mundo das cores e das palavras vigora o princípio da incerteza.

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