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Aprender a conviver com os ratos

Uma das coisas que invejo a Cioran são os passeios nocturnos com Beckett pelas ruas de Paris. Gosto de imaginar as conversas sobre palavras que não existem, as interjeições de Cioran e os silêncios de Beckett. As ruas ainda sem turistas, vazias. Também consigo ver o lixo e os ratos. Ah, os ratos.

Comentários

Boa Noite disse…
eu gosto de imaginar o cioran a arrumar os móveis da casa (tive de procurar a passagem, "todas las reparaciones que hizo eran muy sólidas, para toda la vida, pero, generalmente, aparatosas y feas, con montones de esparadrapos o cuerdas"), ele parece bem um personagem do beckett
c disse…
Pois é, ele gostava de fazer bricolage, mas desconfio que não tinha jeito nenhum para trabalhos manuais. Essa passagem descreve bem o resultado :)

Quanto a isso de parecer uma personagem de Beckett, tenho algumas reservas, mas cedo se se acrescentar o adjectivo «magiar».
boa noite disse…
Eu pensava nesse homem que limpando a rua só a deixava mais suja; coisas idiotas assim :) Mas eu conheço pouco
c disse…
Encontrei essa citação. Gostei muito de ler a entrevista com Simone Boué :)
boa noite disse…
Que bom que a encontraste, eu tomei como certo que já a terias lido
O outro dia eu me surpreendi com isto: https://youtu.be/ike4e6pIiMQ
c disse…
Encontrei a entrevista aqui:

https://www.calameo.com/read/000127172af518e3ebe5d

Esta revista também tem dois textos de Savater. (Não leio muitos textos sobre Cioran, mas leio tudo o que encontro do Savater e da Simone Boué.

No primeiro (Um homem assombrado e assombroso) ele conta duas anedotas divertidas: a citação no concurso de televisão e o jantar que esteve quase a dar para o torto.

Não conheço o filme do Godard.
Boanoite disse…
Obrigado, já os leio