Não sei se foi por acaso ou empurrada por uma necessidade inconsciente; a verdade é que os três primeiros filmes que vi este ano são optimistas. Onde aterrar, de Hal Hartley é como um copo de limonada fresca, ou como as personagens dizem da água com aroma a cerveja (e, com ironia, do próprio filme): «isto não é nada mau». Mais do que um conto de fadas, Mirroirs no.3, de Christian Petzhold, é uma daquelas histórias japonesas aéreas, cheias de vento, sim, e sem ponta de moralidade. Quanto a India: Matri Bhumi, de Rossellini (caramba, já o devia ter visto há muitos anos), é uma verdadeira brecha.
de Cristina Fernandes e Rui Manuel Amaral

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