Ao ver alguns dos filmes feitos pelos Lumière , fico espantada com a sua extrema beleza. Como é que o cinema perdeu esse olhar limpo (e democrático) sobre as pessoas e as ruas? Essa alegria que se confunde com a própria vida? Os realizadores deviam fazer de novo as perguntas básicas: onde colocar a câmara, quando começar e quando acabar um plano. Talvez assim o cinema pudesse nascer de novo, em vez de se arrastar como um morto-vivo.
de Cristina Fernandes e Rui Manuel Amaral