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Agora já nem as doenças excitam a literatura

Os contos são sempre escritos com uma certa urgência, mas no caso de Flannery O’Connor o modo vai além do que é habitual. A pressão descamba logo em carácter premente: nada pode esperar nem um segundo. Cada história conserva as necessidades imediatas da adolescência e o fervor de uma ambulância.

A correria vem, não tenho dúvidas, do avanço ineludível e restritivo da doença de Flannery O’Connor. É o lúpus eritematoso que a obriga a apressar-se e também, talvez, a ser tão concentrada e desmedida em tudo.

As doenças funcionam muitas vezes como um estimulante da literatura.
Bom, creio que isto só era válido no passado. Agora já nem as doenças excitam a literatura.

Comentários

O mundo está em constante mudança. A literatura não foge à regra.
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