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A ordem do dia

Quem supõe paradoxal que um pensamento com tintas fascistas se combine com o suporte empresarial e midiático, que se refastela hoje com as reformas liberais, é o caso de lembrar o entusiasmado apoio que Hitler recebeu das empresas alemãs – sem o qual, certamente, não teria chegado tão longe no domínio territorial da Europa e na produção industrial do genocídio.
Em
A ordem do dia (Tusquets), Éric Vuillard descreve a reunião que firmou as bases deste acordo, em 1933. O que disse, Hitler, que convenceu os capitães da indústria? “Era preciso acabar com um regime fraco, afastar a ameaça comunista, suprimir os sindicatos e permitir que cada patrão fosse um Führer em sua empresa”.

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