A alegoria, diz o dicionário, é uma representação simbólica da realidade. Quando a fronteira entre a realidade e a alegoria se desfaz, o chão desaparece. É isso o que acontece num filme que vimos esta semana: Buda caiu de vergonha, de Hana Makhmalbaf. A violência indizível do filme reside na impossibilidade de distinguir a realidade da alegoria.
Algo de semelhante se passa hoje no mundo: já não somos capazes de distinguir o presidente dos Estados Unidos e outros chefes bufões da extrema-direita das personagens do Rei Ubu. Nada é seguro, todas as referências desapareceram. O pesadelo é a realidade. Como no filme de Hana Makhmalbaf.
Algo de semelhante se passa hoje no mundo: já não somos capazes de distinguir o presidente dos Estados Unidos e outros chefes bufões da extrema-direita das personagens do Rei Ubu. Nada é seguro, todas as referências desapareceram. O pesadelo é a realidade. Como no filme de Hana Makhmalbaf.
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