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Domesticar a língua

São quase oito horas da noite. Chego a casa e ligo o rádio. Uma pessoa, num daqueles programas de entrevistas confessionais, está a contar que nasceu no «norte» e que, por isso, «dizia muitos palavrões». E conclui: «Quando vim para Lisboa tive de domesticar a língua.» É praticamente a última frase do programa. Triste e cómica como um mau epitáfio.

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