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Antiteatro

O psicodrama usa a gramática do teatro para fins terapêuticos relacionados com a saúde mental, mas não é teatro. No teatro, representamos o papel de outros; no psicodrama, representamos o nosso próprio papel. No teatro, colocamos uma máscara; no psicodrama, retirámo-la. Nesse sentido, o psicodrama é uma espécie de antiteatro. No entanto, muito do teatro que se faz hoje é, digamos, autobiográfico. Há um número muito significativo de criações para o palco que recorre directamente a referências, acontecimentos, memórias e traumas pessoais dos artistas. Se o psicodrama não é teatro, o teatro parece ser o palco para muitos psicodramas. O teatro está a canibalizar o psicodrama.

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