Nos últimos dias, as gaivotas têm-nos roubado, uma após outra, as molas da roupa. Arrancam-nas do estendal e levam-nas. Para onde? Para quê? Bibelots para decorar o ninho? Totens do deus das gaivotas? Às vezes, com o impulso, as hastes separam-se e fica apenas o arame da mola pendurado no fio, como a espinha de um peixe que foi prontamente devorado.
de Cristina Fernandes e Rui Manuel Amaral
Comentários