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«Nada está no seu lugar» – refrão das emigrações e, ao mesmo tempo, ponto de partida da reflexão filosófica. O espírito desperta em contacto com a desordem e a injustiça: o que está «no seu lugar», o que é natural, deixa-o indiferente, entorpece-o, ao passo que a frustração e a espoliação lhe convêm e animam-no. Um pensador enriquece-se com tudo o que lhe escapa, com tudo o que lhe é roubado: se vier a perder a pátria, que fortuna!
 

Exercícios de Admiração – Ensaios e Retratos, de Emil Cioran, Gallimard, 1986.

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