Doravante e por muito tempo não será questão de obra de arte. Para estarmos à escuta de novas, indistintas harmonias seria preciso não termos sido ensurdecidos pelos lamentos. Já não há quase nada em mim que não se compadeça. Onde quer que pouse o olhar, só vejo aflição à minha volta. Hoje, quem quer que permaneça contemplativo faz prova de uma filosofia desumana, ou de uma cegueira monstruosa.
André Gide, Diários, 25 de Julho de 1934. (Citado em O Espaço Literário, de Blanchot.)
André Gide, Diários, 25 de Julho de 1934. (Citado em O Espaço Literário, de Blanchot.)
Comentários