Pasolini: «Morrer como de facto se morre, de parto.» Que frase extraordinária. A morte como uma espécie de gravidez que dura dez, trinta, oitenta, mais de cem anos. O tempo que for necessário. Até ao dia em que damos à luz aquela criatura que tem a nossa cara. Nem bonita, nem feia. Nem grande, nem pequena. Apenas ela, a criatura.
de Cristina Fernandes e Rui Manuel Amaral
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