Esta manhã, vivi uma experiência proustiana. Não através de uma madalena, mas de um pão com manteiga. De repente, a memória de toda a infância irrompeu, sem aviso, na Confeitaria da Lapa. E não se tratou de um fenómeno mental, de fantasmas, mas da memória inscrita no corpo. Como a cicatriz de uma ferida antiga.
de Cristina Fernandes e Rui Manuel Amaral