Era um musical a preto e branco. Às tantas, estava a dançar com o Cioran em cima de um palco, no meio de muitos pares. Dançávamos todos de forma arrastada, como se estivéssemos bêbados ou num filme de Béla Tarr à espera do fim iminente. Não trocámos uma palavra. Desconfio que o ar cheirava a batatas.
de Cristina Fernandes e Rui Manuel Amaral
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