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Não quero ser cobarde

Domingo à noite, Praça D. João I. Durante o plenário da Acampada, uma mulher pega no microfone e diz: «Pedi a palavra para fazer uma confissão. Eu era cobarde. Costumava ficar em casa a assistir às manifestações pela televisão, a ver os outros a correrem riscos para defenderem os meus direitos. Mas eu deixei de ser cobarde. Estou aqui. Não quero ser cobarde.»

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